Ramos Horta preocupado com crime organizado em Timor-Leste

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Díli - O Ministro de Estado e Conselheiro para a Segurança Nacional (MECSN), José Ramos Horta, mostrou-se preocupado com o crime organizado, considerando que se está a instalar no país vindo do estrangeiro.

Ramos Horta afirmou que existe crime organizado por todo o mundo, que se manifesta em atividades como a prostituição, o jogo ilegal, o tráfico de droga e o branqueamento de capitais.

O governante alertou que, caso as instituições do Estado não se coordenem, o crime organizado irá afetar a estabilidade e paz do país.

“O problema poderá atingir proporções enormes, se o Estado não se organizar e as instituições do Estado não se coordenarem para prevenir o crime organizado”, disse Horta aos jornalistas, na terça-feira (20/02), depois do encontro sobre a segurança nacional, no Palácio do Governo.

Segundo Horta, o crime organizado vem do estrangeiro. Caso o país não esteja em alerta, grupos aproveitar-se-ão para se infiltrarem no país.

O ministro acrescentou que confiava na inteligência da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e das Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), pois estas instituições conhecem bem os sítios onde atua o crime organizado.

O governante realçou ainda que a PNTL e a F-FDTL já intervieram junto dos grupos que começaram a praticar comércio ilegal, como tráfico de droga, falsificação de dinheiro e medicamentos ilegais, obtendo bons resultados.

Ramos Horta considera que a PNTL e a F-FDTL têm de trabalhar afincadamente para protegerem a população, principalmente os jovens, para que estes não se tornem vítimas.

Na mesma ocasião, o Ministro da Defesa e Segurança (MDS), José Agostinho Sequeira ‘Somotxo’, reconheceu que Timor-Leste funciona como uma ponte para criminosos praticarem as suas atividades.

O ministro sublinhou que os autores do crime organizado terão dificuldades em praticar atos ilícitos no país, porque Timor-Leste tem uma cooperação sólida com a Austrália e a Indonésia no que toca à detenção.

“Timor-Leste fica no fim do mundo, na ponta do mundo. Um criminoso quando chega a Timor, para onde é que ele vai? Ou vai para a Austrália ou para a Indonésia”, concluiu. (oro)

 

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